sábado, 21 de fevereiro de 2009

Death and rebirth


Nas noites depois da meia noite, minha cabeça trabalha de um jeito diferente. Mais leve, mais criativa, mais livre, mais clara. Gosto de ficar assim, melhor que a sonambulância do dia. Pensar sobre moral, sobre o futuro, historia e...mais recentemente escrever coisas no blog. Mas tem um assunto que é especial e regredindo ao máximo minhas memórias, foi o primeiro dos pensamentos noturnos. Morte.

Quando tinha uns 8 anos, lembro que um dia fiz a estimativa do ano limite em que meus avós viveriam. Acho que era 2020. Depois dos meus pais, um pouco depois de 2050. E depois eu, talvez até uns 2080, com um pouco de sorte. É pouco tempo. E dói pensar que você, todo poderoso, você, vai dar um último suspiro em algum dia não muito distante e virar um corpo gelado. Não sentir mais, não viver mais, não agir mais. C' est le fin, the end, oshimai. Falando assim, em algumas letras e palavras, parece vazio e batido, mas sentir isso é outra história. Difícil de descrever.

Hoje, não tenho tanto horror da morte. Às vezes me imagino como sendo um corpo azul, fico pensando o que aconteceria se morresse amanhã, mas não se preocupem, são devaneios saudáveis. A morte é boa porque é absoluta, seus planos, seu emprego, seus relacionamentos são fúteis perto ou depois dela. E com uma sutil dose de desespero, criam-se regras pessoais como: valorizar seu dia, é tudo ou nada, devo agir, não se afundar demais nas questões da vida rotineira. E consequentemente, agindo dessa forma, tenho mais chance de viver mais vivo. Ando devagar para viver mais feliz.

Relacionado a esse assunto, sempre lembro do filme, aquele dos gregos bombadões, 300. Esqueçam as lições de moral do tipo liberdadeXtotalitalismo, gréciaXpérsia, etc. O que me marca é ver a ação daqueles soldados de capa vermelha. Não hesitaram um segundo nas suas vidas, mesmo a alguns segundos do fim inevitável. Eu estava querendo desenvolver mais, mas acho que ainda não decifrei a sensação do filme em palavras.

End of transmission

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